Penso em ti de forma recorrente, os pensamentos livres e autômatos não pedem licença, se instalam e propagam emoções desconexas, sinto tua falta como uma abstinência imposta sem o propósito, o sacrifício não expia culpas, a privação dos sentidos não traz serenidade e sim a angústia da espera, talvez uma lembrança esquecida de tempos remotos que insiste na curva do teu queixo ou no som de tua risada. Muito mais que palavras na trilha sob as folhas secas, um perfume de incenso que perdura no ar, a cortina tênue não encobre os signos do tempo que se fazem presente, há na textura da pele e no sabor do teu beijo uma vaga memória que persiste em minha alma.
segunda-feira, dezembro 05, 2011
domingo, novembro 27, 2011
Magia
Havia sentido sua presença, como uma corça sente
instintivamente o predador. Seu hálito quente desmentia sutilezas e insinuava a
rendição inercial dos sentidos. Desejava-lhe de forma errante, sem a precisão das
latitudes ou longitudes entre sombras e ténues luzes, buscava o contorno do
prazer etéreo, a resposta ainda não dita, a simplicidade física de espasmos gerados no
avesso, reflexo instantâneo de pensamentos aleatórios carregados de sussurros inaudíveis, imaginados no esboço do traço que persiste em carícias silenciosas...
domingo, novembro 20, 2011
Liquefação dos sentidos
Naquela manhã especialmente acordara diferente, ao invés de
espiar a vida pela janela, pulou da cama e correu ao espelho, urgência em
saber-se sólida. Durante a noite havia sonhado que era líquida, mulher líquido, assim
queria o contato da retina pra certificar uma solidez cristalizada em reflexo. Acendeu a
luz, uma imagem suave e simpática aconchegou-lhe um bom dia, trocaram caricias gentis
entre alguns pedidos de desculpas e juras de amor eterno. Mais tranquila, caminhou lentamente até a
janela agradecendo em silêncio a luz do sol que incidia sobre seu corpo e certificava sua
existência, contudo não havia percebido que aos seus pés, gotas denunciavam um provável degelo.
segunda-feira, novembro 14, 2011
Entre o céu e a terra habitam as incertezas
Havia inscrito-o sob a pele em uma operação meticulosa de ato cirúrgico e um quase haraquiri, desconhecia do amálgama resultante qual parte lhe cabia e qual parte era presente. Embora, soubesse desde o inicio que não havia como sair incólume do ato de observar a própria experiência.
quinta-feira, novembro 10, 2011
Uma rolinha volta e meia visita minha varanda. Seu piar é triste como o piar de todas as rolinhas. Quisera eu falar língua de rolinha para confortá-la, mas como não falo me limito a conjecturar a trsiteza de seu arrulhar. Há cerca de quatro meses, minha varanda virou maternidade de rolinhas, elas fazem ninho na renda portuguesa. PObre coitada da renda ficou amarela por falta dágua. Obvio, a orientaçãoe ra não pertubar a rolinha nesses estado tão sensivel. Em duas semanas os filhotes cresceram e foram embora, dois meses depois outra rolinha voltou, e ciclo recomeçou. A semana passada a familia foi embora, mas volta e meia aparece uma roilinha triste no jardim.
terça-feira, novembro 08, 2011
Mula, uma árvore e rosas - personagens secundários
[ Trazia na algibeira, fumo, uma garrafa de pinga e uma foto esmaecida de sua mãe quando mocinha. O sol queimava-lhe a pele, os miolos não, porque o chapéu velho protegia. Olhou pra longe e deu uma preguiça miserável de cavalgar até onde a vista alcançava. Sentiu saudade da infância onde o mais longe que se via era o curral e o vulto negro das vacas. Agora estava ali, fadado que nem alma penada a comer poeira debaixo de um sol escaldante. Reviu a mulher desdentada que sem perguntar havia previsto que morreria sozinho num lugar distante. Longe estava e bem distante por sinal, só restava agora morrer, pensou em um rasgo de humor negro. Cuspiu o fumo, olhou o céu e ponderou que a morte naquele instante parecia um cenário bem mais agradável que o visto de cima do lombo daquela mula velha. ]
[ Cafés fumegantes, bocas e um sorriso vermelho, a árvore cúmplice tudo ouvia. Sentiu-se incomodado com as folhas tremulantes que pareciam rir de suas palavras trôpegas. Olhou nervoso, buscando outro sitio para sentar, sem saber como explicar que fugia de uma árvore intrusa que ouvia seus segredos. Ah, além de ridículo percebeu-se também louco, e ali, bem ali, entre a árvore e os dentes, se deu conta de que a vida, na verdade, era uma encenação boba de uma peça qualquer de algum autor entediado. ]
[ Releu mais uma vez a carta, promessas de amor eterno, amassou entre os dedos e os seios, suspirando um desejo morno. Escondeu a missiva entre as partes pudendas, gostava assim de carregá-lo rente ao corpo, insinuando um pecado histórico. Suspirou novamente, arrumou o cabelo e resoluta foi preparar o chá, de Rosas Brancas, pra combinar com sua tão preciosa castidade. ]
sábado, novembro 05, 2011
sexta-feira, novembro 04, 2011
Valquíria
Toco-lhe entre concreta e fugidia, não correndo o risco de ver me presa, escapo ao tato, o espinho da rosa fere, assim como minhas palavras, não queira beijar-me, morrerás sedento, e eu a correr mundo, alada como uma Valquíria, escolhendo os eleitos. Crês em vida eterna, então não venhas a mim.
domingo, outubro 23, 2011
Tardes
Acalento lembranças
como também sombras
que o sol projeta na parede
há amores trancados em mim
esperando somente
a troca de guardas
para fugir madrugada à fora
Insisto em ruminar medos
e como mosaico
me quedo em partes
à espera da brisa da tarde
que como amiga velha
vem aquecer os ossos
com uma xícara de chá e
dedos de prosa
como também sombras
que o sol projeta na parede
há amores trancados em mim
esperando somente
a troca de guardas
para fugir madrugada à fora
Insisto em ruminar medos
e como mosaico
me quedo em partes
à espera da brisa da tarde
que como amiga velha
vem aquecer os ossos
com uma xícara de chá e
dedos de prosa
sexta-feira, outubro 21, 2011
Cursed
Cada palavra era como beijo suave, adejar de borboleta pós chuva fresca em manhãs primaveris.
Buscava-a, como quem busca furtivo uma droga, se esgueirava sorrateiro atrás de sombras e, talvez, uma culpa. Resistia à possibilidade de tê-la perdido, embora nunca a tivesse. No entanto, guardava um segredo, entre poesias, vinhos e desejos, vislumbrara sua alma nua, e agora, a mantinha aprisionada em lembranças, essas que voltavam intermitentes para assombrá-lo.
E, como em um pacto, foram ambos amaldiçoados, por palavras e lembranças, a se buscarem...
Buscava-a, como quem busca furtivo uma droga, se esgueirava sorrateiro atrás de sombras e, talvez, uma culpa. Resistia à possibilidade de tê-la perdido, embora nunca a tivesse. No entanto, guardava um segredo, entre poesias, vinhos e desejos, vislumbrara sua alma nua, e agora, a mantinha aprisionada em lembranças, essas que voltavam intermitentes para assombrá-lo.
E, como em um pacto, foram ambos amaldiçoados, por palavras e lembranças, a se buscarem...
quarta-feira, outubro 19, 2011
Intermezzo
Enquanto olhava-o nos olhos desabotoou silenciosamente o último botão da blusa. Não usava soutien, talvez em um ato tardio de rebeldia, tampouco usava pérolas ou qualquer outro adorno. Prendia-o com o olhar, muita mais que sua nudez opaca. Foi até à bolsa e acendeu de forma ausente um cigarro, tragou, esperou, e, por último soprou a fumaça na chama pra ver o efeito de vê-la avivar. Prazer. Fogo, cor vermelho sangue. Caminhou até à janela, parou e contemplou o vazio do longe. Nada havia a ser dito e, no entanto, tudo a conversar.
- Sinto sua falta - Informou de forma lacônica, como quem dita uma carta. Me chame de louca, talvez eu seja, mas mesmo assim, ainda sinto sua falta.
- Sinto sua falta - Informou de forma lacônica, como quem dita uma carta. Me chame de louca, talvez eu seja, mas mesmo assim, ainda sinto sua falta.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Desculpas
Algumas vezes, a única coisa que nos resta é um singelo pedido de desculpas, nada mais. Nenhuma outra palavra ou justificativa que possa dar conta de um ato total de inabilidade em lidar com o sentimento alheio.
Assim, estou sendo corroída pela culpa, culpa por transitar sem carteira de habilitação por estradas desconhecidas, culpa por atropelar sentimentos e esfacelar fantasias.
Assim, somente me resta, pedir desculpas.
Assim, estou sendo corroída pela culpa, culpa por transitar sem carteira de habilitação por estradas desconhecidas, culpa por atropelar sentimentos e esfacelar fantasias.
Assim, somente me resta, pedir desculpas.
terça-feira, outubro 11, 2011
Dia não genérico
De cama, a observar o mundo, meu ciático deu o ar da graça, e estou assim, meio torta, não muito diferente do meu estado natural, um ser meio torto.
Pois bem, estou aqui a contemplar, da minha cama admiro meu pequeno jardim de suculentas e as montanhas ao fundo em meio às nuvens, como num quadro de Turner. E, o vento, que vem a cada hora perguntar como estou.
É interessante, simplesmente, contemplar e ao mesmo tempo se deixar admirar de que fazemos parte.
Pois bem, estou aqui a contemplar, da minha cama admiro meu pequeno jardim de suculentas e as montanhas ao fundo em meio às nuvens, como num quadro de Turner. E, o vento, que vem a cada hora perguntar como estou.
É interessante, simplesmente, contemplar e ao mesmo tempo se deixar admirar de que fazemos parte.
sábado, outubro 08, 2011
Bom dia
Esta postagem é somente pra te dizer "Bom dia"!
Seja bem vindo, leia, sinta, passeie pelos versos!
A manhã lhe dá bom dia, as flores lhe dão bom dia, as árvores, o sol, deixe a energia do dia te envolver, se entregue!
Beijo grande
Seja bem vindo, leia, sinta, passeie pelos versos!
A manhã lhe dá bom dia, as flores lhe dão bom dia, as árvores, o sol, deixe a energia do dia te envolver, se entregue!
Beijo grande
domingo, outubro 02, 2011
Nós seres comedores *
Quem me conhece acompanha minha luta, batalha interna em me tornar um ser mais evoluído, integrado à natureza, e, por conseguinte, vegetariano. Há uns 9 anos que vivo entre estar vegetariano e onívoro. Um amigo disse que eu não era vegetariana e sim estava. Ele estava certo, nesses nove anos nunca fui totalmente vegetariana.
Tudo começou na gravidez, fui fazer yoga e tive oportunidade de conviver com seres mais evoluídos, que se preocupam com o planeta, energias e seres vivos não comestíveis. Sou uma pessoa altamente influenciável, ainda bem, na adolescência minha mãe vivia me dizendo para olhar as companhias, e eu morria de medo das más companhias que comiam criancinhas. Assim, passei incólume pela adolescência sem comer criancinha alguma.
Pois bem, nesse grupo comecei a ter preocupações com alimentação, arroz cateto, feijão azuki, algas, pastas de soja, pão sem glúten, clorofila, e por aí vai. Sou extremista do tipo radical, quando mergulho, mergulho fundo, não dou vôos rasantes. E assim, fiquei mais radical dos mais radicais, parecia que tinha nascido vegetariana. Tudo piorou quando influenciada por um amigo, comecei a querer me alimentar com comida crua, esse então comia pão assado no calor do sol. E, o interessante é que uma viagem leva a outra viagem e a outra, sempre com companheiros de viagem mais interessantes, que contribuem para encher nossa maleta de viagem cada vez mais com esquisitices. Dessas minhas viagens comecei a beber água com argila que é excelente, carvão vegetal em pó, clorofila, suco verde, suco vivo, babosa, erva de passarinho etc.
Recentemente, não tão recentemente, desde que me separei, há uns 4 anos venho tentando manter a alimentação mais saudável e não comer seres vivos com mobilidade.(Segundo um amigo, ele é carnívoro porque é contra comer seres imóveis, os vegetais nada podem fazer para fugir a nossa caçada). Mas, digo que é difícil, fico sempre na linha tênue em ser mais evoluída e me levar pelos anseios primitivos da carne. Assim, venho alternando períodos evoluídos com períodos de barbárie (desculpem-me, seres comedores de carne), mas é assim que me sinto.
Toda vez que acho que estou caindo em tentação entro naqueles sites vegetarianos que mostram porquinhos, vaquinhas, pintinhos com as estórias mais tristes de meus amiguinhos e eu choro horrores (meus filhos já até sabem e perguntam - mãe vc esta vendo a vitela de novo?). Depois, saio renovada e fico ainda mais determinada a não me deixar levar pelos meus instintos de predadora. Visitar esses sites aplaca minha fome de carne, mas da última vez não adiantou muito.
A primeira vez que sucumbi, eu já estava há um bom tempo sem comer carne e vivia sonhando com bacon, presuntos e costelas. Verdade, tinha um sonho que era recorrente, uma festa romana com bailarinas em roupas esvoaçantes dançando com pernis assados em bandejas. Não me pergunte o porquê das bailarinas, nem eu nem a analista decodificamos o sonho. Nessa época eu tive uma gastroenterite braba, quase morri (sou exagerada) fiquei três dias comendo papa de arroz sem tempero e óleo algum. No terceiro dia, tonta de fome fui ao supermercado comprar alimentos, e sem me dar conta me peguei parada em frente à seção de frios, fiquei namorando todos aqueles pastramis, presuntos, parmas e mortadelas. Não agüentei muito tempo, comprei meio quilo de alguma coisa vermelha, cheirosa e saborosa, não esperei nem chegar em casa, comi uns 3 sanduíches no estacionamento. No dia seguinte comi feijoada e no terceiro dia, um joelho de porco em um maravilhoso restaurante alemão. E o pior, é que não senti nada, nenhum mal estar, absolutamente, nada, nada que pudesse dar forma ou cor a uma possível culpa de comer meus irmãozinhos.
Os amigos deliram de felicidade quando você cai em tentação, é como se você tivesse uma doença grave, e, de repente, estivesse livre da morte. Não entendo.
A carne de vaca eu não como ate hoje, mas, de carne branca passei a comer carne bege, mais recentemente rosa e laranja. Já me percebi relativizando e reclassificando, o camarão é quase um vegetal, poderia ser uma planta, a lagosta também não conta, o peixe é peixe e Jesus distribuía, assim, não tem problema.
Da última vez, voltar a comer carne foi uma decisão do universo e não minha. Eu estava novamente sonhando com carne, me sentindo comendo picanha, mas, resistia bravamente, até um sábado que passei novamente por um jejum forçado. Cheguei em casa querendo enfiar o pé na jaca, liguei para uma amiga que estava passando mal, fiquei com preguiça de sair e acabei pedindo uma pizza. Consegui resisti à tentação de pedir uma pizza de peperoni e pedi uma de escarola, bem vegetariana!
Trinta minutas depois eu abro a caixa e meus olhos se arregalam, na caixa havia as mais lindas rodelas de lingüiça calabresa! Nem pensei em ligar e reclamar, pacientemente retirei cada rodela, uma a uma. Até que percebi meu dedos sujos e fui lamber as pontas, senti o sabor da lingüiça, lambi mais uma vez. Por fim, decidi lamber as próprias rodelas! Lambi umas quatro, na quinta decidi que poderia mastigar. Arrependida e com culpa cuspi a carne, mas engoli o sumo.... Olhei bem, olhei de novo e em um gesto repentino e impulsivo peguei todas as rodelas e joguei de volta na pizza. Enrolei bem e comi tudo, a pizza inteira, gigantesca, sozinha recheada de calabresa! (acho que nunca mais vou ter coragem de olhar um porco nos olhos novamente)
Como o meu amigo havia dito, não existem coincidências e temos que entender as mensagens do universo. Como ser inteligente (tudo bem, não entendi a geladeira), mas essa mensagem aqui era clara. A carne tinha chegado como um sinal do céu, como um presente para mim, e presentes a gente não questiona, ainda mais presente do universo. Assim, estou mais uma vez às voltas com meu lado bárbaro e comedor de seres (não por muito tempo, já que minha consciência e culpa não permitem), mas, até lá vocês, caros amigos, poderão ter o prazer de me convidar para um churrasco.
Beijos dominicais com sabor de picanha!!!
P.S - A tirinha é do sapobrothers
P.S II - * Tive que republicar esse texto, caros amigos, cai em tentação novamente e em um ato insano durante 3 dias consecutivos, comi - tenho que admitir, como quem admite os pecados em praça pública esperando ser açoitada - comi galetos. Deus, quase chorei, quase, justamente por não ser, o ser que busco ser, um ser evoluído. Vou parar por aqui, pois esse p.s. tá virando outra postagem!
segunda-feira, setembro 19, 2011
Indisponível
Não me olhe
Não sou mais quem digo ser
Fui
Meu sorriso não diz nada, não se iluda
Minhas palavras são vazias, promessas não cumpridas
Seja você por você, não me espere
Nem me dê a mão, tampouco
Não queira um carinho, palavra amiga, muito menos respostas
Talvez, um café na manhã cinzenta, e basta!
Não sou mais quem digo ser
Fui
Meu sorriso não diz nada, não se iluda
Minhas palavras são vazias, promessas não cumpridas
Seja você por você, não me espere
Nem me dê a mão, tampouco
Não queira um carinho, palavra amiga, muito menos respostas
Talvez, um café na manhã cinzenta, e basta!
quinta-feira, agosto 25, 2011
Indefectível destino
Atrás de suaves carícias, olhei seus olhos, o brilho ingênuo lembrava coragem, determinação e bondade, olhos de quem busca o caminho, e eu, alguma pista que mostrasse o interesse, afinidades soltas, perdidas, toques avulsos de um inconsciente presente na ponta dos dedos. Conheço-te de longe, bem longe... Sem explicação aparente fiquei nervosa e com as pernas bambas. Ah, vá entender, coisas estranhas de mulher maluca que cisma com o indefectível destino. Será? Não sei, mas que dá o que pensar dá.
quarta-feira, agosto 10, 2011
Turista
Olho como quem olha bicho esquisito, olhar estrangeiro em terra estranha. Busco detalhes, o negativo de uma foto a revelar. Linhas, arcos, curvas, arquitetura imprecisa, sem rigidez, sem padrão. Na esquina um saco de lixo briga contra valores, modernidade e educação. Temas, questões existenciais, arquitetônicas, emocionais passam como paisagem, pela janela fico admirando, como turista acidental uma realidade que me chega distante.
sexta-feira, agosto 05, 2011
deserto
a vida passa mais lenta, na poeira dos templos, nas pedras milenares, na sombra fresca da arvore, memorias de outras eras, o passado e o presente, na pedra.
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