segunda-feira, dezembro 05, 2011

Old souls

Penso em ti de forma recorrente, os pensamentos livres e autômatos não pedem licença, se instalam e propagam emoções desconexas, sinto tua falta como uma abstinência imposta sem o propósito, o sacrifício não expia culpas, a privação dos sentidos não traz serenidade e sim a angústia da espera, talvez uma lembrança esquecida de tempos remotos que insiste na curva do teu queixo ou no som de tua risada. Muito mais que palavras na trilha sob as folhas secas, um perfume de incenso que perdura no ar, a cortina tênue não encobre os signos do tempo que se fazem presente, há na textura da pele e no sabor do teu beijo uma vaga memória que persiste em minha alma.

21 comentários:

Anônimo disse...

Que loucura incomum é essa, de sentir, não importa em ausência ou presença? Que desejo em comum é esse, que nos pega na tal curva da memória, que a serenidade (dura) empurra para o fundo e a insensatez (bela) faz emergir? Não importa de quem seja ou a que endereço se dirija, mas que frescura e leveza escorrem das palavras que persistem em jorrar da sua alma.
J.H.

carmen silvia presotto disse...

A cortina tênue não encobre os signos do tempo não, escrevo contigo, que dizer e que fluxo de consciência bom onde me encontro ao te ler.


Beijos Patrícia, sempre carinho, boa semana.

Carmen.

Bípede Falante disse...

mas como ocupa espaço essa vaga memória...
beijoss

Helcio Maia disse...

Uma espera sem nome, feita de fome antiga. Uma ausência da essência que foi confundida com perfume que o vento traz e leva. Uma leva de saudades, de verdades levadas que se escondem atrás de mentiras preguiçosas. Um chamado...pelo amado?
Talvez, por aquela criatura tão conhecida, que tão pouco se dá, por tanto temer.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Hoje minha visita é para agradecer
o presente que é para mim
a sua amizade,
e também desejar
um maravilhoso Natal,
onde possas encontrar nestes dias
ainda mais inspiração
para a alegria de ser feliz,
e para o milagre de fazer
quem passa por tua vida feliz.

Que o teu olhar seja a mais perfeita
luz do Natal a enfeitar o mundo.

carmen silvia presotto disse...

Patrícia querida, tanto tempo, mas em tempo de chegar para um abraço e junto trazer votos de um Feliz Natal a ti e todos familiares e que 2012 tenhamos muitos encontros poéticos.

Carinho sempre.

Carmen.

VELOSO disse...

Tudo de bom em tudo neste novo ano!

Anônimo disse...

Falando de “abstinência imposta sem o propósito”, há tempos não ouço de ti.

Ou tens estado muito feliz, ou muito infeliz... ou os dois, para desapareceres assim.

De qualquer forma, aguardo por ti.

An.

Patrícia Gonçalves disse...

Caro anônimo J.H.,

Loucura é a busca por enquadrar de forma reducionista uma história de amor dentro de uma fantasia rota.

Permitir o sentir de forma livre te leva muito além do simples sentir, te transporta para um mundo infinitamente novo.

Patrícia Gonçalves disse...

Carmem, a cortina, na verdade, é um adorno que tremula ao vento, somente.

beijos

Patrícia Gonçalves disse...

Prezado Helcio, foda esse temer que embota sentidos.

Oxalá, faça sol hoje!

Patrícia Gonçalves disse...

Querido Aluisio, obrigada pelas palavras e talvez um Feliz Natal de 2012, tomara o mundo não acabe!!!

Patrícia Gonçalves disse...

Caro anônimo, tenho andado muito feliz e muito feliz, algumas vezes os dois ao mesmo tempo, somente para variar os sentidos, rsrsr

Também aguardo por ti, seja lá quem for!

carmen silvia presotto disse...

Hey, beijos e que esteja tudo bem e boa semana Patrícia!!


Carmen.

Anônimo disse...

O ato-falho de repetição (“tenho andado muito feliz e muito feliz”) faz-me pensar que quando afirmamos enfaticamente algo... é porque estamos com dúvidas a respeito; será?

Faça tua hora.

An.

Anônimo disse...

Qual Hidra venenosa inoculou-te o coração te roubado a alegria e emudecendo-te o verbo, fazendo-te ausente a teus leitores? A nós “amaldiçoados”, restam a esperança de reter-te entre versos e lembranças e o medo de perder-te para o abismo da ausência. Anseio por tua nova presença na esperança de libertar-me da busca de ti entre velhos textos já baços por saber-te... irreversivelmente outra.

Amada já és, permita-te amar... para o nosso bem.

Anônimo disse...

An.

Patrícia Gonçalves disse...

Querido anônimo,

Talvez a Hidra das crenças, aquela que persiste na dualidade da existência. Meu coração nao foi inoculado de veneno nem minha alegria roubada, tenho as lembranças... Não irás me perder para o abismo da ausência, já que me carregas em palavras não ditas, e, não se esqueça, somos feitos da mesma matéria!

Anônimo disse...

"Loucura é a busca por enquadrar de forma reducionista uma história de amor dentro de uma fantasia rota."

Palavras duras.
Fiquei um tempo sem passar por aqui.
Só as vi hoje.
Talvez merecidas.
Desculpe os desencontros.
Quem sabe em um encontro, em que eu não falte, conversemos sobre isso.
Até.
Com carinho,
J.H.

Patrícia Gonçalves disse...

Queridíssimo João,

Essas palavras apesar de duras somente expressam o que penso efetivamente das nossas tentativas vãs de sempre tentarmos enquadrar histórias, relacionamentos e pessoas em fantasias rotas, que inevitavelmente levarão à decepção.
Não há necessidade de desculpas moço, 2900 kms de estrada desculpam qualquer coisa!

p.s. - By the way, those words were not for you, so don´t worry! Ok?!

beijos, moço, be easy!

Anônimo disse...

Ah!, o leitor... quão ingênuo...
E inteligente se acha.
Mas é isso. Ser leitor é não ter culpas. Fique tranquila.
Afinal, deixamos para ele, coitado, as interpretações... em verdade, sempre tão deles ou nossas, "os escrivinhadores".
Beijo, JH.