domingo, novembro 27, 2011

Magia


Havia sentido sua presença, como uma corça sente instintivamente o predador. Seu hálito quente desmentia sutilezas e insinuava a rendição inercial dos sentidos. Desejava-lhe de forma errante, sem a precisão das latitudes ou longitudes entre sombras e ténues luzes, buscava o contorno do prazer etéreo, a resposta ainda não dita, a simplicidade física de espasmos gerados no avesso, reflexo instantâneo de pensamentos aleatórios carregados de sussurros inaudíveis, imaginados no esboço do traço que persiste em carícias silenciosas...

4 comentários:

Bípede Falante disse...

Quanta inspiração! :)
Adorei!
beijosss

Júlio Machado disse...

... hálito de caça... animalescos instintos...
Muito bom!
Beijos!

Anônimo disse...

O desejo é sempre errante. Os pensamento, quando em desejo, também serão sempre aleatórios. As carícias, quase sempre, têm caminho e destino certos. Os sussurros estão por aí, perdidos... J.H.

Anônimo disse...

Faltou um "S". J.H.